Pesca de Tainha por Arrasto de Praia Suspensa Após Limite de Cota Ser Atingido

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou a suspensão imediata da pesca da tainha (Mugil liza) na modalidade de arrasto de praia. A medida, que entra em vigor neste domingo, 7 de julho, foi tomada como um passo preventivo crucial para garantir a sustentabilidade dos estoques da espécie, após a cota estabelecida para a temporada de 2026 ter sido quase integralmente utilizada.

Detalhes e Justificativa da Suspensão

A interrupção da pesca de tainha por arrasto de praia surge em resposta ao Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, que indicou o atingimento de 90% do limite coletivo autorizado para a captura da espécie. Segundo a pasta, essa ação preventiva é indispensável para evitar qualquer excedente da cota estabelecida, protegendo assim o recurso pesqueiro e a saúde do ecossistema marinho.

O Estabelecimento da Cota Nacional

A cota total de captura para a tainha na temporada de 2026 foi fixada em 8.168 toneladas. Esse volume foi definido por meio de uma portaria conjunta, um instrumento normativo resultado da colaboração estratégica entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, refletindo um esforço conjunto para a gestão integrada dos recursos pesqueiros e ambientais.

Orientações para Pescadores e Próximos Passos

Com a implementação da suspensão, os barcos que se encontram atualmente no mar com pescado da espécie têm um prazo de 24 horas para realizar o desembarque em terra. Após este período de adequação, e uma vez cessada a pesca de tainha na modalidade de arrasto de praia, os pescadores estarão autorizados a retomar suas atividades, direcionando seus esforços para a captura de outras espécies que não estejam sujeitas a restrições ou cotas exauridas.

Mecanismos de Monitoramento e Transparência

A eficácia da gestão pesqueira é sustentada por um robusto sistema de monitoramento. O procedimento adotado pelo MPA é consolidado a partir das informações detalhadas e em tempo real do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha. Além disso, a legislação vigente impõe às empresas pesqueiras a obrigação de reportar periodicamente ao governo todas as quantidades de pescado retiradas do mar, garantindo a transparência e a fiscalização contínua das cotas de captura.

A suspensão da pesca de tainha por arrasto de praia reitera o compromisso do Ministério da Pesca e Aquicultura com a gestão sustentável dos recursos marinhos. Ao agir de forma célere e baseada em dados, o governo busca não apenas proteger a tainha, mas também assegurar a viabilidade a longo prazo da atividade pesqueira e o equilíbrio dos ecossistemas costeiros brasileiros.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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