Novo Caso de Febre Amarela em Lagoinha Eleva Alerta no Vale do Paraíba e Intensifica Campanha de Vacinação em SP

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Um novo registro de febre amarela na cidade de Lagoinha, interior de São Paulo, reacende o alerta para a importância da vacinação em todo o estado. O paciente, um homem de 55 anos sem histórico de imunização, eleva para 11 o número de casos confirmados em 2026, com uma preocupante concentração na região do Vale do Paraíba, que figura como epicentro da doença no ano atual.

Crescimento dos Casos e o Cenário Epidemiológico em São Paulo

O recente diagnóstico em Lagoinha, município do Vale do Paraíba, ilustra a persistência da febre amarela no estado. Com este caso, São Paulo totaliza 11 infecções confirmadas e seis óbitos em 2026. Destes, nove casos e cinco mortes ocorreram no Vale do Paraíba, região que, por si só, responde por 82% das ocorrências estaduais, sendo notável que nenhum dos indivíduos afetados havia sido vacinado. Para contextualizar, o ano anterior, 2025, encerrou com 57 casos e 35 mortes em todo o estado.

Alerta Máximo e Intensificação da Vacinação

Diante do panorama epidemiológico, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça o chamado à população para a imunização contra a febre amarela. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios paulistas, sendo recomendada para todos os residentes do estado desde 2019.

Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, enfatiza a segurança e eficácia da vacina. Ela aconselha veementemente que aqueles que ainda não se vacinaram procurem uma UBS, especialmente antes de viagens para áreas de mata ou locais com comprovada circulação do vírus, sublinhando que a proteção deve ser estabelecida com pelo menos dez dias de antecedência à exposição.

Guia de Vacinação: Quem Deve e Quando se Proteger

A aplicação da vacina deve seguir um esquema específico para garantir a imunidade adequada, devendo ocorrer no mínimo 10 dias antes de qualquer potencial exposição ao vírus.

Esquema Vacinal Detalhado

O Ministério da Saúde define diferentes protocolos conforme a idade e o histórico de vacinação. Crianças recebem a primeira dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos de idade. Indivíduos que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos necessitam de um reforço. Para pessoas entre 5 e 59 anos que nunca foram vacinadas, uma dose única é suficiente. Aqueles que foram imunizados com dose fracionada durante campanhas emergenciais em 2018 devem verificar a necessidade de atualização em sua caderneta de vacinação.

Entendendo a Febre Amarela: Transmissão e Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um arbovírus, transmitido exclusivamente pela picada de mosquitos silvestres, notadamente em zonas de mata. É crucial ressaltar que não há transmissão direta entre seres humanos.

Um importante indicador da presença do vírus e dos mosquitos transmissores é a ocorrência de mortes de macacos, que são altamente suscetíveis à infecção. Por isso, a observação de primatas mortos deve ser imediatamente comunicada às equipes de saúde locais, pois serve como um sinal de alerta para as autoridades sanitárias.

Os sintomas iniciais da doença incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores musculares generalizadas, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza, manifestações que demandam atenção médica imediata.

Prevenção Eficaz e o Regime Vacinal no Brasil

A prevenção mais eficaz contra a febre amarela é a vacinação, que é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde abril de 2017, o Brasil alinhou-se às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), adotando o esquema vacinal de dose única para toda a vida, o que simplifica a imunização e oferece proteção duradoura.

A reincidência de casos de febre amarela reforça a necessidade de vigilância constante e de adesão às campanhas de vacinação. A proteção individual não só salvaguarda a saúde de cada cidadão, mas também contribui para a saúde coletiva, impedindo a disseminação do vírus e protegendo as comunidades, especialmente as localizadas em áreas de risco.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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