Acupuntura: Brasil Regulamenta o Exercício Profissional da Terapia Milenar

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Em um passo significativo para a valorização e o reconhecimento de práticas terapêuticas tradicionais, o Brasil regulamentou oficialmente a profissão de acupunturista. A sanção da lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira, estabelece um marco legal para o exercício dessa terapia milenar da medicina chinesa, garantindo padrões de qualificação e segurança para a população.

A nova legislação visa não apenas formalizar a atividade, mas também padronizar a formação e a atuação dos profissionais em todo o território nacional, elevando o status da acupuntura dentro do panorama da saúde brasileira e assegurando o acesso a tratamentos qualificados e certificados.

Nova Era para a Acupuntura no Brasil

A Lei nº 15.345 define a acupuntura como um "conjunto de técnicas e terapias que consiste na estimulação de pontos específicos do corpo humano por meio do uso de agulhas apropriadas, bem como na utilização de instrumentos e procedimentos próprios". Seu propósito fundamental, conforme a regulamentação, é "manter ou restabelecer o equilíbrio das funções físicas e mentais do corpo humano". Essa oficialização confere maior credibilidade à prática e oferece clareza quanto ao seu escopo e objetivos terapêuticos.

Com a entrada em vigor da lei, o governo federal sinaliza um compromisso com a integração de abordagens complementares e holísticas no sistema de saúde, reconhecendo a eficácia e a demanda popular por esses tratamentos.

Requisitos para o Exercício Profissional

Para atuar legalmente como acupunturista no Brasil, a lei estabelece critérios rigorosos de qualificação. O exercício da profissão é assegurado, primordialmente, àqueles que possuem diploma de graduação de nível superior em acupuntura, expedido por instituição de ensino devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação. Essa exigência sublinha a importância da formação acadêmica robusta para a prática da terapia.

Adicionalmente, profissionais com diplomas de graduação de nível superior em cursos similares ou equivalentes obtidos no exterior também poderão exercer a atividade, desde que seus títulos sejam devidamente validados e registrados nos órgãos competentes brasileiros. A legislação também contempla profissionais de saúde de nível superior que sejam portadores de título de especialista em acupuntura, reconhecido pelos respectivos conselhos federais de suas categorias profissionais, garantindo a interdisciplinaridade na aplicação da técnica.

Disposições Transitórias e Complementares

A nova lei prevê uma disposição transitória para profissionais que já atuam na área sem a diplomação formal. Aqueles que comprovem o exercício "comprovada e ininterruptamente" das atividades de acupuntura por, pelo menos, cinco anos, terão sua prática autorizada. Essa medida visa evitar a descontinuidade de serviços prestados por profissionais experientes, ao mesmo tempo em que aprimora o processo de formalização da categoria.

Uma nota divulgada pelo Palácio do Planalto após a sanção esclareceu ainda que as novas regras permitem a utilização de procedimentos isolados e específicos da acupuntura por outros profissionais da área de saúde, no exercício regular de suas próprias profissões. Contudo, essa permissão é condicionada à previsão legal dos respectivos conselhos profissionais e à realização de um curso específico, em caráter de extensão, ministrado por instituição de ensino reconhecida. Tal distinção é crucial para diferenciar o exercício pleno da acupuntura de sua aplicação como técnica complementar por outras áreas da saúde, garantindo a especialização e a segurança dos pacientes.

A regulamentação da acupuntura representa um avanço significativo para a saúde integrativa no Brasil. Ao estabelecer critérios claros para a formação e o exercício profissional, a lei não apenas protege a população, garantindo tratamentos de qualidade e seguros, mas também eleva o status da acupuntura, consolidando-a como uma profissão de saúde reconhecida e valorizada no país. Este marco legal abre caminho para um futuro onde a terapia milenar poderá contribuir de forma ainda mais efetiva para o bem-estar e a qualidade de vida dos brasileiros.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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