Tentativa de Roubo a Banco no Centro de SP Resulta em Troca de Tiros e Duas Prisões

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Uma audaciosa tentativa de roubo a uma agência do Banco Safra, localizada no bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo, foi frustrada na noite do último sábado (24). A ação criminosa, que envolveu um grupo de ao menos quatro indivíduos, culminou em uma intensa troca de tiros com a Polícia Militar e na prisão em flagrante de dois homens dentro do estabelecimento. O incidente ressalta a prontidão das forças de segurança e a sofisticação dos métodos empregados pelos assaltantes.

Intervenção Policial Interrompe o Assalto

O alerta inicial partiu da central de monitoramento do próprio banco, que detectou a presença de indivíduos suspeitos no interior da agência, situada na Rua da Graça. A Polícia Militar foi imediatamente acionada e, ao chegar ao local, deparou-se com um cenário de fuga. Um veículo Audi aguardava em frente ao banco, e um homem armado emergiu correndo da agência em direção ao carro, que prontamente evadiu-se.

Os policiais efetuaram disparos na tentativa de conter a fuga, mas o automóvel, que se revelou blindado, seguiu em frente sem que nenhum ocupante fosse atingido. Em seguida, a equipe adentrou a agência, surpreendendo Mario Sergio do Nascimento Meneguetti e Wilton Pereira Teixeira no momento em que saíam da sala dos cofres. Ambos foram detidos em flagrante.

A Dinâmica do Crime e o Depoimento dos Presos

Em depoimento à Polícia Civil, os dois homens presos revelaram detalhes do plano criminoso. Eles afirmaram ter sido convidados por dois conhecidos, identificados apenas pelos apelidos de “Zóio” e “Magrão”, para participar do roubo. O grupo se encontrou previamente na Zona Leste, na região do Tatuapé, antes de se dirigir à agência no Bom Retiro.

De acordo com a narrativa, Mario e Wilton teriam como função principal a abertura dos cofres, enquanto os outros dois comparsas seriam responsáveis pela vigilância externa e pela garantia da rota de fuga. O objetivo final do quarteto era dividir o montante roubado em quatro partes iguais. Os detidos negaram ter disparado contra os policiais e alegaram não saber o que precisamente foi levado pelos cúmplices que conseguiram escapar.

Material Apreendido e Prejuízos Iniciais

Durante a abordagem e revista na agência, a polícia apreendeu um vasto arsenal de equipamentos destinados ao arrombamento. Entre os itens estavam furadeiras elétricas, uma marreta, um pé-de-cabra, diversos alicates, brocas, lanternas, facas, mochilas e sacolas, evidenciando a preparação da quadrilha. Além disso, foram encontrados revólveres, munições, coletes balísticos e até perucas, que, segundo a investigação, seriam utilizadas para dificultar a identificação dos assaltantes.

A representante do Banco Safra, ao ser ouvida pela polícia, informou que, embora o prejuízo financeiro ainda não pudesse ser mensurado com precisão, foi confirmada a subtração de ao menos duas armas de fogo que pertenciam aos vigilantes da agência, as quais estavam guardadas em um armário e foram removidas do local pelos criminosos.

Desdobramentos Legais e o Histórico dos Suspeitos

A Polícia Civil indiciou os dois homens detidos por tentativa de roubo a banco, associação criminosa e uso de arma de fogo. A delegada responsável pelo caso decretou a prisão em flagrante e representou pela conversão da medida em prisão preventiva. A justificativa para a decisão baseia-se na existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, além da avaliação de que os suspeitos representam um risco à ordem pública.

Um dos indivíduos presos já possuía um histórico criminal extenso, com antecedentes por roubo, associação criminosa e homicídio, conforme detalhado no boletim de ocorrência, o que reforça o pedido de prisão preventiva.

A Busca pelos Foragidos e o Veículo Utilizado

Horas após o ocorrido, a Polícia Militar conseguiu localizar o veículo Audi utilizado na fuga, estacionado na Alameda Ribeiro da Silva, na região dos Campos Elíseos. Há a suspeita de que o automóvel estivesse utilizando placas dublês, um artifício comumente empregado por criminosos para dificultar a rastreabilidade, e a perícia será acionada para apurar essa questão. A investigação prossegue com o objetivo de identificar e capturar os outros dois membros do grupo que conseguiram evadir-se do local.

Até a última atualização desta reportagem, a defesa dos acusados não foi localizada, e tanto o Banco Safra quanto a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não se manifestaram sobre o caso. A operação demonstra a complexidade das ações criminosas contra instituições financeiras e a contínua vigilância das autoridades para coibir tais delitos.

Fonte: https://g1.globo.com

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