Uma operação conjunta da Polícia Militar Ambiental em Tatuí, no interior de São Paulo, culminou no resgate de quatro serpentes, incluindo pítons de até cinco metros e uma jiboia, que estavam sendo mantidas em condições de maus-tratos. A ação, deflagrada na última sexta-feira (2), revelou um cenário de negligência e risco para os animais exóticos, após uma denúncia anônima alertar as autoridades.
A Descoberta Inusitada em Tatuí
As equipes da Polícia Militar, do Grupo Especial de Policiamento Ambiental em Áreas de Risco (Gepaar) e da polícia territorial agiram rapidamente após receberem a notificação sobre a existência de serpentes em cativeiro. Ao chegarem ao imóvel indicado, os agentes encontraram um total de quatro répteis: três pítons albinas, com impressionantes três e cinco metros de comprimento, e uma jiboia. Duas das pítons estavam soltas no ambiente, enquanto as outras duas serpentes eram mantidas em serpentários individuais.
Condições Precárias e Risco Iminente aos Animais
A inspeção dos recintos revelou condições alarmantes de inadequação para a manutenção de animais em cativeiro. Os serpentários apresentavam visíveis sinais de deterioração, com vidros e lâmpadas quebrados, o que representava um perigo direto para a integridade física das serpentes. Além disso, foi constatado um princípio de incêndio em um dos compartimentos, com vestígios que indicavam uma possível falha no sistema de aquecimento utilizado, evidenciando o risco iminente ao qual os répteis estavam expostos.
O Resgate e a Jornada para a Recuperação
Diante da situação crítica, as equipes de resgate acionaram imediatamente o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) – Núcleo da Floresta de São Roque, para garantir o manejo adequado e seguro das serpentes. Os animais foram cuidadosamente transportados e encaminhados para o CRAS, onde receberam os primeiros cuidados. Segundo o biólogo Rafael Mana, responsável pela avaliação, uma das serpentes apresentava queimaduras, provavelmente causadas pelo aquecedor defeituoso, mas, de forma geral, os répteis demonstravam boa condição de saúde após o resgate.
Medidas Legais e a Busca por Responsabilidade
O proprietário dos animais não foi localizado no momento da fiscalização, impedindo que acompanhasse a ação policial. Contudo, as autoridades já iniciaram os procedimentos legais. O responsável pelas serpentes será formalmente notificado sobre o atendimento da ocorrência e as providências ambientais tomadas, com a comunicação sendo realizada por meio do Diário Oficial do município. A investigação prossegue para apurar as responsabilidades pelos maus-tratos e pela manutenção ilegal dos animais silvestres.
Este caso reforça a importância das denúncias e da atuação vigilante da Polícia Ambiental na proteção da fauna silvestre, combatendo o tráfico e os maus-tratos. O resgate dessas serpentes não só garantiu a sobrevivência dos animais, mas também alertou para os perigos da criação inadequada de espécies exóticas em ambientes domésticos.
Fonte: https://g1.globo.com