Uma denúncia veiculada nas redes sociais sobre o comércio irregular de animais silvestres levou a Polícia Ambiental a uma residência em Bady Bassitt, interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8). A operação resultou na descoberta e apreensão de um macaco-prego e duas cobras exóticas, evidenciando a prática ilegal e as falhas na documentação apresentada pelo responsável. A ação sublinha a importância da vigilância cidadã e da rápida intervenção das autoridades na proteção da fauna silvestre e exótica.
A Denúncia Virtual e a Investigação no Local
O ponto de partida para a operação foi um vídeo que circulava nas redes sociais, onde o proprietário anunciava a venda de macacos, alegando que os animais eram legalizados, possuíam microchips de identificação e toda a documentação necessária. Baseada nessas informações, a Polícia Ambiental mobilizou-se para verificar a veracidade das afirmações. Ao chegar à residência, a equipe iniciou a fiscalização, confrontando as alegações do anúncio com a realidade encontrada no local.
Irregularidades Constatadas: O Caso do Macaco-Prego
Durante a inspeção, o macaco-prego, que era um dos focos da denúncia, não apresentava o chip de identificação obrigatório para animais silvestres legalizados. Além disso, a documentação que o proprietário possuía para o primata continha indícios de falsificação, contrariando completamente as informações divulgadas no anúncio de venda. Diante da irregularidade, a Polícia Ambiental determinou que o macaco permanecesse provisoriamente sob a guarda do indivíduo, com a condição de que fosse transferido para um criadouro devidamente autorizado e adequado, garantindo assim o seu bem-estar e a regularização de sua situação.
A Descoberta das Serpentes Exóticas e o Destino dos Animais
A equipe de fiscalização também localizou, na mesma residência, duas serpentes da espécie cobra-do-milho (Pantherophis guttatus), animais exóticos. Estas cobras estavam sendo mantidas sem qualquer tipo de documentação emitida pelo órgão ambiental competente, caracterizando outra grave infração. Diferentemente do macaco-prego, as serpentes foram imediatamente removidas da casa e encaminhadas ao Zoobotânico Municipal de São José do Rio Preto (SP), onde receberão os cuidados necessários e terão um destino adequado conforme a legislação ambiental.
Consequências Legais para o Responsável
Em virtude das infrações ambientais constatadas, o dono da residência foi autuado e multado em R$ 2.900,00. A penalidade foi aplicada por manter animais silvestres e exóticos em cativeiro sem a devida autorização do órgão ambiental, configurando crime ambiental. A multa serve como um lembrete severo das consequências legais para aqueles que desrespeitam a legislação de proteção à fauna, que visa coibir o tráfico e a manutenção inadequada de animais fora de seu habitat natural ou de criadouros regulamentados.
A operação em Bady Bassitt destaca a persistência do comércio ilegal de animais, muitas vezes disfarçado pela internet, e a eficácia das denúncias da população. As autoridades reforçam a importância de adquirir animais apenas de criadouros legalizados e com toda a documentação exigida, contribuindo para a preservação das espécies e para o combate a essa prática criminosa que ameaça a biodiversidade.
Fonte: https://g1.globo.com