Padrasto Condenado a Quase 29 Anos de Prisão por Homicídio de Enteado em Taubaté

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Em um desfecho judicial marcante, o padrasto acusado do brutal assassinato de seu enteado de apenas dois anos foi condenado a uma pena severa de 28 anos, 9 meses e 16 dias de prisão. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Taubaté (SP) nesta quarta-feira, culminando um processo que investigou a morte da criança ocorrida em fevereiro de 2025.

A Sentença do Tribunal do Júri

A decisão judicial estabeleceu que o réu deverá cumprir sua pena inicialmente em regime fechado, refletindo a gravidade e a natureza hedionda do crime. Além da privação de liberdade, o condenado foi sentenciado a pagar uma multa de 100 UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), valor que em 2026 equivalia a R$ 3.842,00, conforme estipulado pela legislação estadual para casos dessa natureza.

Cronologia dos Fatos: A Tragédia no Bairro São Gonçalo

A tragédia que chocou a comunidade de Taubaté e do Vale do Paraíba ocorreu em 13 de fevereiro de 2025, no bairro São Gonçalo. Naquela fatídica data, o menino de dois anos foi levado às pressas ao Hospital Regional da cidade, apresentando múltiplas e graves lesões pelo corpo. Apesar dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O Início da Investigação

Os indícios de violência observados pelos funcionários do hospital foram cruciais para o desdobramento do caso. Diante das suspeitas, a Polícia Civil foi imediatamente acionada. Inicialmente, o caso foi registrado como uma morte suspeita, com a hipótese de um suposto acidente doméstico sendo considerada pela autoridade policial para as primeiras averiguações.

A Reviravolta e a Prisão do Principal Suspeito

Contudo, a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Taubaté não tardou a identificar inconsistências e divergências significativas nos depoimentos prestados pelo padrasto. Como ele estava com a criança no momento em que os ferimentos foram constatados, as informações contraditórias o levaram a se tornar o principal suspeito da investigação, descartando a tese inicial de acidente.

O laudo médico pericial foi determinante para a elucidação do caso, revelando que a causa da morte do menino foi decorrente das diversas lesões e de um traumatismo craniano severo. O exame também apontou a existência de sinais de tortura, o que aprofundou as evidências contra o acusado. No curso das investigações, policiais ainda apreenderam roupas da vítima que continham manchas de sangue, fortalecendo ainda mais a linha investigativa de homicídio.

A culminação do trabalho policial se deu em 31 de maio de 2025, mais de três meses após a morte da criança. O padrasto foi localizado e detido na cidade de Pindamonhangaba, durante uma abordagem policial de rotina. Contra ele, já existia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, referente ao homicídio da criança, formalizando sua detenção e o encaminhamento para o sistema prisional.

A condenação do padrasto encerra um capítulo doloroso para a família da vítima e para a comunidade local, reafirmando o compromisso da Justiça em punir crimes de tamanha brutalidade, especialmente quando envolvem a vulnerabilidade e a inocência de uma criança.

Fonte: https://g1.globo.com

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