Irmãos São Tornados Réus por Brutal Homicídio e Ocultação de Cadáver em Caso de Dívida no Interior de SP

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A Justiça de Marília (SP) aceitou a denúncia do Ministério Público e formalizou a condição de réus para os irmãos Marcelo Alves da Costa e Marcos Alves da Costa. Eles são acusados de assassinar Rafael Francisco Alves Ferreira, um credor de 37 anos, em janeiro deste ano. A decisão judicial, que também converteu a prisão temporária dos envolvidos em preventiva, aponta que o crime foi motivado por uma dívida de agiotagem, culminando em um desfecho macabro com a queima do corpo da vítima dentro de seu próprio veículo, um Porsche Macan, na zona rural de Pompeia (SP).

A Dívida Fatal e a Execução

O enredo que levou ao assassinato começou com uma dívida de agiotagem que se arrastava. No dia 16 de janeiro, Rafael Francisco Alves Ferreira dirigiu-se à fábrica de trailers de Marcelo, localizada no bairro Jardim Aquarius, com o propósito de cobrar os valores pendentes. O encontro, que deveria ser uma resolução, rapidamente degenerou para uma discussão acalorada seguida de agressões físicas.

Conforme a investigação, foi nesse momento que o cenário se tornou fatal. Marcos Alves da Costa teria desferido o primeiro golpe, atingindo Rafael na nuca com um martelo, pelas costas da vítima. Em um ato de crueldade subsequente, Marcelo teria tomado a ferramenta e golpeado a cabeça de Rafael mais quatro vezes, confirmando a intenção homicida no interior do estabelecimento.

O Plano de Ocultação do Crime

Após a morte de Rafael, os irmãos teriam agido rapidamente para tentar apagar os vestígios do crime. A denúncia detalha que eles utilizaram água sanitária para lavar o sangue que manchava o chão da fábrica, numa tentativa de limpar a cena do assassinato. Para se livrar do corpo, uma corda foi amarrada no pescoço da vítima, que foi arrastada até seu próprio carro, um Porsche Macan.

Na sequência, Marcelo assumiu o volante do veículo da vítima, dirigindo-o até uma área rural em Pompeia. Ele foi seguido por Marcos, que se deslocava em uma motocicleta, consolidando a participação de ambos na trama para ocultar o corpo e a evidência do homicídio.

Roubo de Joias e a Descoberta Chocante

Antes de incendiar o automóvel, Marcelo Alves da Costa, segundo as investigações, teria subtraído objetos de valor da vítima. Ele roubou uma corrente e três pulseiras de ouro que estavam com Rafael, avaliadas em aproximadamente R$ 96 mil. Essas joias foram posteriormente apreendidas pela polícia na residência de Marcelo, fortalecendo a acusação de furto no contexto do crime.

O Porsche Macan foi então incendiado. O corpo de Rafael Francisco Alves Ferreira foi encontrado carbonizado no banco traseiro do veículo, que estava em uma estrada rural de Pompeia. A descoberta do corpo carbonizado e do carro em chamas alertou as autoridades e desencadeou a investigação que levou à identificação e prisão dos irmãos em 17 de janeiro.

Desdobramentos Judiciais e Acusações Formais

A decisão da Justiça de Marília de aceitar a denúncia do Ministério Público transforma Marcelo Alves da Costa e Marcos Alves da Costa em réus formais. Além disso, a conversão da prisão temporária para preventiva significa que ambos permanecerão detidos enquanto aguardam o julgamento. Eles responderão por uma série de crimes graves.

As acusações incluem homicídio qualificado, que pode abranger diversos agravantes como motivo torpe ou uso de recurso que dificultou a defesa da vítima; furto, relacionado ao roubo das joias; destruição de cadáver, pela incineração do corpo de Rafael; e fraude processual, pela tentativa de alterar o local do crime e eliminar provas. A defesa dos réus tem agora um prazo de 10 dias para apresentar sua resposta à acusação.

Fonte: https://g1.globo.com

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