Belo Horizonte se prepara para sediar a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas, consolidado como o maior do país em seu segmento. O evento, que ocorrerá de <b>4 a 6 de junho de 2026</b> no Parque de Exposições da Gameleira, celebra não apenas a rica tradição queijeira do estado, mas também a crescente força econômica de um setor que se tornou pilar da produção rural mineira. Com entrada gratuita mediante credenciamento prévio, o festival, realizado pelo Sistema Faemg Senar e pelo Sebrae Minas, promete ser um ponto de encontro crucial entre produtores, consumidores e a vasta cadeia de valor que orbita em torno deste patrimônio gastronômico.
A Dinâmica Econômica e a Valorização do Queijo Mineiro
A relevância do queijo artesanal de Minas Gerais transcende o paladar, evidenciando um impacto econômico robusto. Entre 2019 e 2026, a comercialização no setor gerou um impressionante montante de <b>R$ 243 milhões</b>, sublinhando a vitalidade da cadeia produtiva. Este período foi marcado por uma valorização significativa do produto, com o preço médio por quilo saltando de R$ 16,01 para R$ 25,61, um aumento expressivo de 60%. Essa ascensão reflete o reconhecimento da qualidade e da autenticidade, impulsionando a profissionalização e o posicionamento de mercado, conforme apontado por Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, que vê o festival como uma “vitrine importante”.
Pluralidade Regional e as Novas Estrelas do Sabor
A 8ª edição do festival destaca-se pela sua abrangência geográfica, reunindo representantes de <b>13 regiões produtoras</b> que espelham a diversidade territorial e cultural de Minas Gerais. Além das já renomadas áreas como Canastra, Serro, Cerrado e Campo das Vertentes, o evento dedica espaço à ascensão de novos territórios. Particularmente, a edição de 2026 marcará a <i>estreia do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí</i> e dará um foco especial ao Vale do Jequitinhonha, que apresentará, em estande próprio, seu singular <b>queijo cabacinha</b>. Essa expansão geográfica reforça o compromisso do festival em explorar e celebrar cada nuance do patrimônio gastronômico mineiro.
Sinergia Estratégica: Do Campo à Cidade e Rotas de Turismo
A realização simultânea do Festival do Queijo Artesanal de Minas com a Megaleite – a maior feira de pecuária leiteira da América Latina – potencializa sua capacidade de atrair um vasto público, estimado em <b>21 mil visitantes</b> por edição. Essa parceria estratégica estabelece um elo fundamental entre o campo e os centros urbanos, ampliando o alcance e as oportunidades de negócios para os produtores. Adicionalmente, o evento fomenta o queijo como um catalisador para o turismo rural, promovendo e consolidando rotas temáticas já consagradas, como os circuitos da Canastra e do Serro, que atraem viajantes em busca de experiências autênticas e sabores regionais.
Impulso à Qualificação Técnica e ao Crescimento Sustentável
Visando o aprimoramento contínuo da cadeia produtiva, o festival dedica atenção especial à qualificação profissional dos queijeiros. No dia 5 de junho, a programação incluirá o <b>Seminário Técnico do Queijo Artesanal</b>, um fórum essencial para a troca de conhecimentos e debates entre técnicos, especialistas e produtores. Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, enfatiza que o evento cumpre um “papel estratégico” ao valorizar as regiões e estimular a profissionalização de uma cadeia com grande potencial. Essa iniciativa visa fortalecer a base de conhecimento e as práticas de produção, garantindo um futuro de crescimento e sustentabilidade para o queijo artesanal mineiro.
Com a sua 8ª edição, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reafirma seu papel central na promoção e valorização de um dos maiores tesouros gastronômicos do Brasil. Ao conectar produtores a mercados, destacar a riqueza regional, impulsionar a economia local e investir na qualificação, o evento não apenas celebra uma tradição milenar, mas também projeta o futuro de um setor dinâmico e essencial para a identidade e desenvolvimento de Minas Gerais. Correalizado pelo Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes) e com apoio do Governo de Minas e da Associação Mineira de Queijo Artesanal (Amiqueijo), o festival se consolida como um marco anual no calendário cultural e econômico do estado.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br