Uma situação de angústia e longa espera marcou a última terça-feira (21) em Santos, no litoral paulista. Uma mulher, acometida por fortes dores abdominais, permaneceu deitada em uma calçada por mais de uma hora, aguardando a chegada de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O incidente, que chamou a atenção de moradores e transeuntes, levantou questionamentos sobre os protocolos de atendimento e o tempo de resposta do serviço de emergência.
A Cena na Ponta da Praia
O episódio se desenrolou na Rua Cypriano Barata, no bairro Ponta da Praia. O empresário Zaul Favoreto, que trabalhava nas proximidades, foi um dos primeiros a presenciar a cena e mobilizar-se para ajudar. Segundo seu relato ao g1, a mulher estava visivelmente em sofrimento, deitada no chão, enquanto o tempo passava sem que o socorro chegasse. A preocupação se intensificou entre os moradores que se aproximaram para oferecer apoio à paciente, cuja identidade não foi divulgada.
Classificação de Risco e o Tempo de Resposta Oficial
Diante da demora, Favoreto e um vizinho, que já havia acionado o serviço, realizaram múltiplos contatos com o Samu. Em resposta à repercussão do caso, a administração municipal de Santos esclareceu que a ocorrência foi classificada como 'risco verde', indicando uma situação sem gravidade iminente. Conforme os protocolos do sistema, para esse nível de risco, o tempo de resposta pode estender-se por até 120 minutos. Essa justificação, no entanto, contrastou com a percepção de descaso expressa pelos cidadãos presentes.
O Socorro Finalmente Chega
Após o período de espera, que Favoreto estimou em mais de uma hora e meia, a ambulância do Samu chegou ao local. A equipe médica prontamente prestou o atendimento necessário à paciente, que foi então encaminhada. Até a última atualização, detalhes específicos sobre o quadro de saúde da mulher ou seu posterior encaminhamento não foram divulgados, mantendo- discrição sobre seu estado após a intervenção.
A ocorrência em Santos reacende o debate sobre a eficiência dos serviços de emergência e a adequação dos tempos de resposta para diferentes classificações de risco. A preocupação dos cidadãos que presenciaram a situação destaca a importância de um atendimento ágil, mesmo em casos considerados de menor gravidade, para garantir não apenas a saúde, mas também a tranquilidade da população.
Fonte: https://g1.globo.com