O Corinthians consolidou sua hegemonia no futebol feminino sul-americano ao garantir, pela sétima vez em sua história, um lugar na grande final da CONMEBOL Libertadores Feminina. As Brabas, como são carinhosamente conhecidas, carimbaram o passaporte para a decisão após uma vitória de virada por 2 a 1 sobre o Independiente Santa Fe, da Colômbia, em uma partida eletrizante realizada no Estádio Casa Blanca, em Quito, Equador, nesta quarta-feira (28). O feito inédito reafirma a força do clube alvinegro na principal competição continental.
A Batalha em Campo: Virada Heroica em Quito
O confronto semifinal foi marcado por momentos de grande emoção. A equipe colombiana do Santa Fe surpreendeu ao abrir o placar aos 28 minutos do primeiro tempo. A jogada começou com um lançamento preciso da atacante Manuela González, que encontrou Daniela Garavito em posição avançada. A meia invadiu a área e finalizou com maestria na saída da goleira Lelê, com o gol sendo validado após uma revisão minuciosa da arbitragem de vídeo (VAR) que desfez a marcação inicial de impedimento.
A reação alvinegra não demorou a surgir. Aos 36 minutos, após um lance de pressão na área adversária e um corte da zaga de Cristina Motta que resultou em uma sobra crucial, a meia Letícia Monteiro demonstrou oportunismo e precisão ao acertar um chute de primeira da entrada da área. A bola encontrou o canto esquerdo da goleira Jimena Ospina, igualando o marcador e inflamando a torcida corintiana presente, que viu suas Brabas buscarem o empate antes do intervalo.
O gol da virada que selou a classificação veio na etapa complementar, aos 30 minutos. Em um momento de maior ímpeto do Santa Fe, Letícia Monteiro acionou a volante Duda Sampaio, que tentou um passe de calcanhar na entrada da área. A zagueira Motta tentou afastar o perigo, mas não conseguiu a rebatida ideal, e a bola sobrou livre para a lateral Gi Fernandes. Sem hesitar, Fernandes mandou para as redes, garantindo o triunfo e a sonhada vaga na final.
Hegemonia e Recordes na Libertadores Feminina
A sétima participação do Corinthians em uma final da Libertadores Feminina sublinha um domínio sem precedentes na competição. O clube paulista ostenta um histórico impressionante de seis títulos em seis decisões disputadas, com conquistas em 2017 (em parceria com o Audax), 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025, tornando-se o maior vencedor da história do torneio e demonstrando uma consistência rara no futebol continental.
Apesar da série vitoriosa, o caminho das Brabas não foi isento de desafios ao longo dos anos. Em 2020, a equipe foi eliminada nas semifinais pelo América de Cali, da Colômbia. Dois anos depois, em 2022, as alvinegras foram surpreendidas nas quartas de final pelo Boca Juniors, da Argentina, marcando as raras interrupções em sua trajetória de sucesso no continente.
Olhando para a Grande Final
Com a vaga assegurada, o Corinthians agora aguarda o desfecho da outra semifinal, que será disputada entre Cruzeiro e Olimpia, do Paraguai, ainda nesta quarta-feira (28), às 21h (horário de Brasília). A partida decisiva do torneio está agendada para o próximo sábado, dia 31 de outubro, e será realizada novamente no Estádio Casa Blanca, em Quito. O horário exato do confronto final ainda será divulgado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
A chegada à sétima final é um testemunho da excelência e da resiliência do Corinthians no cenário do futebol feminino. Com a oportunidade de levantar mais um troféu continental, as Brabas buscam solidificar ainda mais seu legado e reafirmar sua posição como a maior potência da Libertadores Feminina, prometendo um espetáculo de alto nível na disputa pelo título.