A próxima edição da Copa do Mundo Feminina, agendada para o Brasil em 2027, foi um dos pontos centrais da recente Conferência de Futebol (Confut) em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O evento, que reuniu líderes da indústria esportiva entre os dias 17 e 18 de agosto, serviu como palco para discussões cruciais sobre a organização e o impacto global do torneio, solidificando a posição do Brasil como um anfitrião estratégico para grandes eventos esportivos.
Brasil: Anfitrião da Décima Copa Feminina e Seu Impacto Projétado
Com data marcada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, a Copa do Mundo Feminina se prepara para transformar oito cidades brasileiras – Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo – em palcos globais. Este será o décimo mundial da história da modalidade, consolidando o Brasil como um epicentro esportivo que, em menos de 15 anos, terá sediado os principais eventos internacionais. Roberto Gevaerd, diretor de gestão e inovação da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), destacou a projeção econômica significativa do evento, com uma expectativa de movimentar mais de R$ 8,8 bilhões e gerar cerca de 70 mil novos empregos.
O Engajamento da EBC na Promoção do Futebol Feminino
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) marcou presença na Confut USA pela segunda vez, reafirmando seu compromisso como apoiadora de mídia e voz ativa no debate sobre o futebol feminino. A diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, enfatizou a importância da participação da emissora pública, que se firmou como 'a casa do futebol feminino' no Brasil. Pellegrino ressaltou o papel da EBC na transmissão de campeonatos como o Brasileiro Feminino (Séries A1, A2 e A3), além das fases decisivas das categorias de base (sub-17 e sub-20). A bem-sucedida cobertura de eventos como a Copa América Feminina, que alcançou 1,17 milhão de domicílios em suas transmissões, demonstra o crescente interesse do público e o compromisso da EBC com o empoderamento feminino através do esporte.
Visibilidade e Legado para o Futebol Global
Além dos números e da infraestrutura, a Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade ímpar para alavancar o futebol feminino em escala global. Aline Pellegrino, diretora de Legado e Relações Institucionais da Copa de 2027 e ex-capitã da seleção brasileira, classificou o Mundial como um 'canhão muito grande', uma competição já consolidada que oferece imensa visibilidade para o esporte na América do Sul e oportunidades para parceiros comerciais. A seleção brasileira, como país-sede, já tem sua vaga assegurada, mantendo sua tradição de participar de todas as edições do torneio ao lado de outras 13 seleções já classificadas por eliminatórias continentais, incluindo a atual campeã Espanha, além de Austrália, China, Japão, Coreia do Norte, Filipinas, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Dinamarca, França e Alemanha.
A Expansão Internacional da Confut
A Conferência de Futebol, cuja edição norte-americana abordou a Copa de 2027, demonstra uma trajetória de crescimento e internacionalização desde sua primeira edição em 2019. A Confut prevê mais dois encontros no Brasil este ano: a Confut Sudamericana, em setembro no Rio de Janeiro, e a Confut Nordeste, em dezembro em Recife. Olhando para o futuro, a marca já tem agendada a primeira Confut Euro para março de 2027, na cidade do Porto, em Portugal, consolidando seu papel como uma plataforma global para o debate e o desenvolvimento contínuo da indústria do futebol.
A discussão sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, promovida na Confut USA, sublinha a relevância crescente do futebol feminino no cenário esportivo mundial. Os debates destacaram não apenas o potencial de impacto econômico e social do torneio para o país anfitrião, mas também a importância do apoio midiático e da visão estratégica para consolidar a modalidade, projetando o Brasil como um pilar fundamental no avanço do esporte feminino internacionalmente e na promoção do empoderamento através do futebol.