A seleção brasileira feminina de vôlei carimbou seu passaporte para a fase final eliminatória da Liga das Nações (VNL) 2026 nesta sexta-feira (10). Em um confronto disputado em Osaka, Japão, o Brasil superou a Polônia por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 23/25, 25/23 e um emocionante 28/26 no set decisivo. Este triunfo marca a nona vitória das brasileiras no torneio e a segunda consecutiva na terceira e última semana da fase preliminar, consolidando uma campanha robusta que teve apenas um revés até o momento, diante da Alemanha.
A Confirmação da Força Brasileira no Torneio
A partida contra a Polônia não apenas assegurou a classificação antecipada do Brasil, mas também demonstrou a resiliência e a capacidade de superação da equipe. O time comandado pelo técnico Zé Roberto Guimarães iniciou o confronto com um set favorável, mas encontrou forte resistência das polonesas no segundo set, que conseguiram igualar o placar. A sequência da partida manteve a tônica de equilíbrio e intensidade, com as duas equipes se alternando na liderança e exigindo o máximo de cada jogadora em quadra, culminando em momentos decisivos que testaram a frieza do elenco brasileiro.
Atuações Individuais Brilhantes e a União do Grupo
A ponteira Ana Cristina foi o grande nome da vitória brasileira, liderando a pontuação do jogo com impressionantes 26 acertos, sendo 23 de ataque e três de bloqueio. A jogadora, de apenas 22 anos, enfatizou a importância do foco após a partida anterior e ressaltou a coesão do time. "Depois de um jogo muito difícil contra o Japão, tivemos que entrar muito focadas na partida de hoje. Acredito que fizemos um primeiro set favorável. Enfrentamos algumas dificuldades, mas no final buscamos cada ponto, mesmo quando estávamos atrás no placar e tivemos oportunidade de passar na frente. O que fez a diferença hoje foi a força do grupo", analisou Ana Cristina.
O enredo do terceiro e quarto sets exemplificou a capacidade coletiva da seleção. No terceiro set, um ace da central Júlia Kudiess empatou a parcial em 22 a 22, abrindo caminho para a virada brasileira após um erro polonês e um bloqueio preciso de Diana. A central Júlia Kudiess, que contribuiu com 12 pontos, celebrou a evolução do time em momentos de adversidade: "Acho que conseguimos manter a cabeça no lugar em toda a partida. Erramos algumas coisas, como a marcação do bloqueio, mas foi um bom jogo coletivo. Eu acho que cada vez mais estamos conseguindo sair de situações difíceis, onde precisamos buscar o placar e, por isso, estou muito feliz." O ponto final na quarta parcial, que selou a vitória por 28 a 26, veio após uma defesa incrível de Natinha e uma rápida jogada de ataque da oposta Rosamaria, evidenciando a contribuição de diferentes atletas em momentos cruciais.
Os Próximos Passos e a Estrutura da Fase Final
Com a vaga na fase eliminatória garantida, a seleção brasileira ainda cumprirá seus últimos dois compromissos pela fase preliminar. No sábado (11), a equipe enfrentará a Tailândia às 3h30 (horário de Brasília), e no domingo (12), terá pela frente os Estados Unidos à meia-noite. Estes jogos servirão para aprimorar a estratégia e manter o ritmo competitivo antes da etapa decisiva.
A Liga das Nações reúne as 18 melhores seleções do mundo na fase preliminar, que se desenrola ao longo de três semanas em diferentes sedes, com seis equipes em cada uma. Apenas as sete seleções com melhor desempenho, somadas à China – que já tem vaga assegurada por ser o país sede –, avançam para a fase final. As eliminatórias, no formato de mata-mata, terão início em 22 de julho, prometendo confrontos de alto nível até a definição do campeão.
Perspectivas para a Disputa pelo Título
A campanha sólida do Brasil na fase preliminar, com nove vitórias em dez jogos, posiciona a equipe como uma das favoritas ao título da VNL. A capacidade de superar adversidades em quadra, aliada ao desempenho de atletas de destaque e à união do grupo, fornece uma base promissora para os desafios da fase final. A torcida brasileira agora aguarda os próximos passos da Amarelinha, na expectativa de ver a equipe alcançar o topo do pódio na competição mundial.