Acusado de Perseguir Motociclista Até a Morte em Caraguatatuba Enfrentará Júri Popular

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A Justiça de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, determinou que Henzo Henrique Alves dos Santos de Oliveira, de 19 anos, irá a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele é acusado de homicídio qualificado pela perseguição que resultou na morte do motociclista Carlos Natã Azevedo de Moraes, de 21 anos, após uma colisão contra uma van estacionada. A decisão, proferida pela 2ª Vara Criminal da cidade nesta terça-feira (22), mantém também a prisão preventiva do réu.

O Trágico Incidente e a Perseguição em Alta Velocidade

O caso que levou à morte de Carlos Natã Azevedo de Moraes ocorreu na madrugada de 22 de abril. De acordo com as investigações, a tragédia teve início após uma discussão entre Carlos e Henzo em uma adega. Após o desentendimento, a vítima deixou o local em sua motocicleta e foi então perseguida pelo carro conduzido por Henzo. Testemunhas relataram que a perseguição se deu em alta velocidade pelas ruas de Caraguatatuba, culminando no momento em que Carlos colidiu violentamente contra a traseira de uma van que estava estacionada. O jovem motociclista faleceu no próprio local do acidente.

Fundamentação da Decisão Judicial

Apesar de a perícia técnica não ter apontado contato direto entre o veículo de Henzo e a motocicleta de Carlos, o juiz responsável pelo caso considerou que o conjunto probatório reunido no processo é robusto o suficiente para submeter a questão da hipótese de homicídio doloso ao crivo do Tribunal do Júri. A acusação formal contra Henzo Henrique Alves dos Santos de Oliveira é de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, elementos que reforçam a gravidade da imputação e a necessidade de apreciação popular.

Desdobramentos para Outros Envolvidos no Caso

O Ministério Público também havia denunciado outras duas pessoas, sob a alegação de que teriam incentivado Henzo a perseguir ou cometer o assassinato de Carlos. Contudo, a Justiça optou por impronunciar os dois indivíduos. A decisão fundamentou-se na insuficiência de indícios que comprovassem sua participação, destacando que nenhuma testemunha, gravação ou mensagem confirmou que eles tenham instigado ou ordenado a ação. O juiz enfatizou que a simples presença dos dois no veículo durante a perseguição não configura, por si só, participação direta no crime que culminou na morte do motociclista.

Com a manutenção da prisão preventiva, Henzo Henrique Alves dos Santos de Oliveira aguarda agora a definição da data para o julgamento perante o Tribunal do Júri, onde será avaliada sua responsabilidade criminal pela morte de Carlos Natã Azevedo de Moraes. A defesa do réu foi procurada para comentar o caso e se manifestar sobre a decisão.

Fonte: https://g1.globo.com

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