Justiça Afasta Vereador de Ourinhos por Suspeita de Desvios na Arrecadação da Fapi

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A Justiça de São Paulo determinou o afastamento do vereador João Vitor Gonçalves da Silva (PP) de Ourinhos (SP) do exercício de seu mandato. A decisão, tornada pública nesta segunda-feira (11), surge no contexto de uma investigação abrangente conduzida pela Polícia Civil sobre supostos desvios e irregularidades financeiras relacionadas à arrecadação da 56ª Feira Agropecuária e Industrial (Fapi) do município.

Medida Judicial e Fundamentação

O pedido para o afastamento do parlamentar foi formalizado pela Polícia Civil, que apura crimes como peculato e lavagem de dinheiro. O juiz da Vara Regional das Garantias de Bauru, responsável pelo caso, acolheu a solicitação ao identificar elementos concretos de autoria e materialidade que ligam o vereador aos ilícitos investigados. Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou a necessidade da medida para preservar a ordem pública e assegurar o bom andamento das investigações. Além da perda temporária do mandato, João Vitor Gonçalves da Silva foi impedido de assumir quaisquer cargos de confiança ou em comissão na Prefeitura de Ourinhos, conforme comunicado pela Câmara Municipal, que já procedeu ao afastamento.

Ações Policiais Anteriores e O Sigilo do Caso

Esta não é a primeira ação judicial que envolve o vereador no curso desta investigação. Em 23 de abril, a Polícia Civil já havia realizado uma operação de apreensão, confiscando um veículo e a quantia de R$ 5 mil em dinheiro. Naquela ocasião, a medida cumpria uma ordem judicial relacionada à apuração de lavagem de dinheiro e outros crimes, focada na aquisição de bens de alto valor. A Polícia Civil mantém as investigações sob sigilo judicial, um procedimento comum em casos complexos que visam proteger a integridade das diligências em curso.

A Posição do Parlamentar

À época da apreensão de seus bens, o vereador João Vitor Gonçalves da Silva manifestou-se publicamente, argumentando que a investigação se baseava em uma denúncia anônima e reiterando sua intenção de provar a inocência. Em declarações anteriores, ele também criticou a forma como a apreensão de seu veículo foi conduzida, classificando-a como desnecessária e afirmando não possuir patrimônio substancial que justificasse tal ação. Procurada novamente pela reportagem para comentar o afastamento judicial, a defesa do parlamentar não havia se manifestado até a última atualização desta matéria.

A decisão judicial de afastamento e as contínuas investigações sobre desvios na arrecadação da Fapi marcam um momento de instabilidade política em Ourinhos. O desenrolar do caso será acompanhado de perto, com a expectativa de que os desdobramentos contribuam para a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, reforçando a transparência na gestão pública.

Fonte: https://g1.globo.com

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