A Polícia Civil de Santos, no litoral paulista, investiga um homem de 50 anos por suposta ameaça e lesão corporal contra sua ex-companheira, de 60. O caso veio à tona após a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade apreender uma arma de airsoft que teria sido utilizada para intimidar a vítima por meio de mensagens de WhatsApp, ilustrando a crescente preocupação com a violência doméstica no ambiente digital.
A Escalada das Ameaças Digitais e a Resposta Policial
A investigação teve início após a vítima apresentar às autoridades prints de uma conversa alarmante. Nas mensagens, o homem enviou uma foto da arma de airsoft, acompanhada das frases 'cuidado' e 'até amanhã'. Essas comunicações, enviadas no dia 27 de março, surgiram logo após o homem ter procurado a mulher em um imóvel no bairro do Gonzaga para conversar sobre o término da relação, que durou aproximadamente dois meses. Diante da natureza intimidatória do conteúdo, a Justiça, por meio da Vara Especializada de Violência Doméstica, expediu um mandado de busca e apreensão para o endereço do investigado.
Apreensão da Arma e Depoimento do Investigado
O cumprimento do mandado ocorreu na residência do homem, localizada no bairro Marapé, em Santos, onde a arma de airsoft foi localizada e apreendida. Durante a ação policial, o investigado estava em sua casa e foi conduzido à DDM para prestar depoimento formal sobre o caso. Ele confessou ter enviado as ameaças pelo WhatsApp, mas alegou que houve uma troca mútua de agressões durante o desentendimento com a ex-companheira. Apesar de ter sido liberado após as formalidades, as diligências permanecem em andamento sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Alegações de Agressão Física e Medidas Protetivas
Além das ameaças digitais, a ex-companheira relatou à polícia que, durante o encontro para discutir o término da relação, a discussão escalou para uma agressão física, culminando em lesões corporais. Para embasar as apurações e contribuir com a elucidação dos fatos, a corporação requisitou exames de corpo de delito ao Instituto Médico Legal (IML). Dada a gravidade das ameaças e das agressões sofridas, a mulher solicitou e obteve medidas protetivas de urgência contra o ex-companheiro, concedidas pela Justiça, visando garantir sua segurança e integridade.
O caso em Santos ressalta a importância da pronta ação das autoridades frente a denúncias de violência doméstica, especialmente quando envolvem ameaças que transitam do ambiente digital para o real. A investigação prossegue para esclarecer todos os detalhes e garantir a responsabilização dos envolvidos, reforçando o compromisso com a proteção das vítimas e a coibição de atos de violência contra a mulher.
Fonte: https://g1.globo.com