Seleção Feminina Inicia 2026 com Vitória Contundente e Lições Táticas

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A temporada de 2026 da Seleção Brasileira Feminina de Futebol começou com uma vitória expressiva. Em seu primeiro compromisso do ano, realizado nesta sexta-feira (27) em Alajuela, Costa Rica, a equipe canarinho superou as donas da casa por 5 a 2. O confronto, marcado pelo domínio inicial brasileiro, um susto na etapa complementar e a capacidade de reação, serviu como um importante teste para o elenco comandado pelo técnico Arthur Elias, iniciando um ciclo de preparação com olhos nos próximos desafios do calendário internacional.

O jogo não apenas celebrou o retorno de nomes experientes, como a lateral Tamires, mas também marcou a estreia da jovem goleira Thaís Lima, de apenas 17 anos, reforçando a estratégia de renovação e consolidação do grupo. A vitória fora de casa, apesar de alguns percalços, sublinha a ambição brasileira em um ano que se desenha estratégico para o futebol feminino, com discussões relevantes como o lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027 e o apelo por maior valorização da modalidade.

Tática Ofensiva e Presença do Futebol Nacional

Arthur Elias optou por uma formação bastante ofensiva no primeiro jogo da temporada, com apenas Duda Sampaio atuando como volante, liberando cinco jogadoras de ataque: Kerolin, Bia Zaneratto, Taina Maranhão, Jaqueline e Jheniffer. A escalação trouxe uma mescla de experiência e juventude, destacando a volta de Tamires à lateral esquerda, após a conquista da prata olímpica em 2024, e a estreia da promissora goleira Thaís Lima, nascida em Portugal, mas que escolheu defender o Brasil, atuando entre Mariza e Thaís Ferreira na zaga, e Fe Palermo na lateral direita.

O Campeonato Brasileiro Feminino teve uma forte representação no time titular, com sete das onze atletas em campo atuando na liga nacional. O Corinthians, atual hexacampeão, cedeu quatro jogadoras (Duda Sampaio, Jaqueline, Tamires e Thaís Ferreira), enquanto o Palmeiras contribuiu com três nomes (Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Fe Palermo), evidenciando a força e a qualidade dos clubes brasileiros na formação de talentos para a Seleção.

Primeiro Tempo Avassalador e Gols Marcantes

A superioridade técnica brasileira foi evidente desde os minutos iniciais, resultando em um controle absoluto da partida. O placar foi aberto aos dez minutos com Kerolin, atacante do Manchester City, que recebeu um passe preciso de Duda Sampaio e finalizou por cobertura sobre a goleira Daniela Solera. A vantagem foi ampliada rapidamente, aos 13 minutos, quando Jheniffer, após receber de Taina Maranhão pela esquerda, concluiu de primeira para o fundo das redes.

O domínio culminou no terceiro gol aos 27 minutos, com Taina Maranhão, jogadora do Palmeiras. Ela foi novamente acionada pela esquerda, avançou contra a marcação e chutou rasteiro no canto direito de Solera, marcando seu primeiro gol com a camisa da Seleção Principal. Taina chegou a balançar as redes novamente aos 34 minutos, aproveitando um rebote de Bia Zaneratto, mas o lance foi anulado por impedimento.

Reação Costarriquenha e a Importância da Resiliência

A facilidade demonstrada no primeiro tempo deu lugar a uma certa displicência brasileira no início da segunda etapa, que foi prontamente aproveitada pela Costa Rica. A atacante Priscila Chinchilla, do Atlético de Madrid, iniciou a reação das donas da casa aos seis minutos, antecipando-se à goleira Thaís Lima para descontar. A empolgação costarriquenha, sob o comando da técnica brasileira Lindsay Camila, cresceu, e Chinchilla marcou o segundo gol aos 21 minutos, explorando um erro defensivo na saída de bola, desarmando Thaís Lima na pequena área após um passe de Mariza e deixando o placar em um perigoso 3 a 2.

Consolidação da Vitória: Pênalti e Goleada no Fim

Em um momento de alívio para a equipe canarinho, Taina Maranhão, um dos destaques do jogo, conseguiu uma jogada individual aos 33 minutos do segundo tempo, resultando em um pênalti cometido pela zagueira Emily Flores. A atacante Adriana, que havia entrado no lugar de Bia Zaneratto, cobrou com precisão e força no ângulo direito de Solera, ampliando novamente a vantagem para 4 a 2. Nos acréscimos, Jheniffer selou a goleada brasileira ao receber um passe de Adriana e marcar seu segundo gol na partida, fechando o placar em 5 a 2.

Próximos Desafios no Calendário de 2026

A Seleção Feminina não terá muito tempo para descanso, pois o calendário de 2026 segue intenso. A equipe brasileira volta a campo na próxima quarta-feira, 4 de março, às 18h (horário de Brasília), para enfrentar a Venezuela no Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, em Toluca. Três dias depois, no sábado, 7 de março, o desafio será contra o próprio México, às 20h (horário de Brasília), no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital mexicana. Esses amistosos serão cruciais para o técnico Arthur Elias continuar ajustando a equipe, testando novas táticas e consolidando o elenco para os compromissos futuros do ano.

A vitória sobre a Costa Rica, apesar de ter revelado pontos a serem trabalhados, especialmente na consistência defensiva, demonstra o potencial ofensivo e a profundidade do elenco brasileiro. Os próximos jogos no México oferecem uma nova oportunidade para a Seleção Feminina aprimorar seu desempenho e solidificar a preparação para as competições que virão, reiterando seu compromisso com a excelência no cenário do futebol feminino internacional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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