Morte de Salva-Vidas no Wet’n Wild: Irmão e Parque Apresentam Versões em Depoimento

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A investigação sobre a trágica morte de Guilherme da Guerra Domingos, salva-vidas do Wet’n Wild em Itupeva (SP), ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (19). Quase uma semana após o incidente fatal, o irmão da vítima, José da Guerra, e o advogado do parque aquático compareceram à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para prestar depoimento, delineando as perspectivas da família e da empresa em relação ao ocorrido que chocou o país.

Esclarecimentos e Alegações: O Ângulo da Família da Vítima

O depoimento de José da Guerra, irmão do salva-vidas, ocorreu por volta das 14h, com a presença do advogado da família e de frequentadores do parque que compareceram para manifestar apoio. Segundo o representante legal da família, a oitiva teve como objetivo esclarecer as circunstâncias da morte de Guilherme e repassar informações cruciais que chegaram aos familiares após o acidente. Ele relatou que a família tem sido alvo de assédio por parte de visitantes e outros colaboradores do Wet’n Wild.

As informações obtidas externamente pela família sugerem a existência de falhas significativas nos sistemas de manutenção, operacional e segurança do parque. O advogado enfatizou que essas supostas deficiências teriam contribuído diretamente para o óbito de Guilherme, destacando um contraponto à narrativa inicial do parque e apontando para a necessidade de uma investigação aprofundada sobre as condições da atração.

A Posição Oficial do Wet’n Wild e o Histórico de Segurança

Em contrapartida, o advogado do Wet’n Wild, Victor Valente, afirmou que a empresa está colaborando plenamente com as investigações. Em entrevista à TV TEM, Valente assegurou que o parque opera em conformidade com todas as regras e orientações dos órgãos competentes, expressando confiança na correta elucidação dos fatos e reforçando o respeito à vítima e seus familiares.

Posteriormente, em nota oficial, o Wet’n Wild detalhou que todos os drenos do sistema hidráulico do equipamento onde ocorreu o afogamento são dotados de grades de proteção. O parque reiterou que segue padrões internacionais de segurança em suas atrações, com normas rigorosas para as piscinas, e destacou que, em 28 anos de operação, nunca havia registrado uma morte em suas instalações.

Detalhes da Tragédia: O Acidente na Atração Water Bomb

Guilherme da Guerra Domingos, de 24 anos, faleceu na terça-feira anterior ao depoimento. O incidente ocorreu na atração Water Bomb, onde Guilherme mergulhou para auxiliar uma turista que havia perdido sua aliança na piscina. Segundo o boletim de ocorrência, o salva-vidas acabou sendo sugado por um ralo, que prendeu a camiseta que ele vestia, impedindo-o de se libertar. Colegas de trabalho tentaram socorrê-lo imediatamente.

Apesar dos esforços, Guilherme foi levado por uma ambulância da prefeitura ao hospital público da cidade, mas, infelizmente, já chegou ao local sem vida. Informações adicionais reveladas por funcionários indicam que o brinquedo Water Bomb estaria fechado para manutenção havia cerca de um mês, tendo sido reaberto poucas horas antes da fatalidade, um ponto que certamente fará parte da análise das autoridades.

A Busca por Respostas e a Continuidade da Investigação

Com o depoimento do irmão da vítima e a manifestação do parque, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prossegue com a apuração das causas e responsabilidades. As informações contraditórias sobre a segurança e manutenção da atração Water Bomb serão cruciais para determinar se houve negligência ou falha nos procedimentos. A comunidade e os familiares aguardam ansiosamente por respostas definitivas sobre o que realmente levou à morte prematura de Guilherme.

Fonte: https://g1.globo.com

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