Delegada Recém-Aprovada é Presa por Suspeita de Ligação com o PCC; Autoridades Negam Fraude em Concurso

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Em um desdobramento que choca o cenário da segurança pública paulista, Layla Lima Ayub, que havia recentemente sido aprovada em concurso para o cargo de delegada da Polícia Civil de São Paulo, foi detida nesta sexta-feira (16) na capital paulista. A prisão ocorre sob forte suspeita de que Ayub teria atuado como advogada em defesa do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do país, e de possuir envolvimento amoroso com um integrante da facção.

A Prisão e as Graves Acusações

A detenção de Layla Lima Ayub e de seu suposto parceiro, um integrante do PCC que estaria em liberdade condicional, foi realizada pela manhã em uma pensão na capital paulista, onde ambos viviam. As investigações apontam que a então delegada, ainda em fase de formação e estágio probatório na Academia de Polícia, teria utilizado sua capacidade profissional para beneficiar a organização criminosa. Entre as acusações, destaca-se a prática ilegal de atuar como advogada para lideranças do PCC, mesmo após sua posse como delegada.

Cronologia e o Conflito de Interesses

Layla Ayub foi aprovada no concurso em dezembro do ano passado e estava cumprindo o período de formação, sem ter iniciado suas atividades funcionais como delegada. No entanto, ela foi flagrada participando de uma audiência de custódia no estado do Pará, onde representava legalmente membros da cúpula do PCC. Essa ação, considerada ilegal por ter ocorrido após sua investidura no cargo público, configura um grave conflito de interesses e foi o pivô para o aprofundamento das investigações.

Autoridades Negam Fraude no Concurso, Mas Apontam Coerção

Em coletiva de imprensa, João Batista Palma Beolchi, corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo, enfatizou a robustez das provas contra Ayub, especialmente sua participação na audiência de custódia no Pará enquanto já era delegada. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, reforçou que, até o momento da prisão, não havia qualquer apontamento desabonador contra ela, que se encontrava em estágio probatório.

O promotor Carlos Gaya, por sua vez, foi categórico ao afirmar que não há qualquer indício de fraude no concurso público que a aprovou. Segundo Gaya, as investigações sugerem que Ayub, em sua atuação anterior como advogada no Pará, foi cooptada por um indivíduo específico do PCC e passou a trabalhar para os interesses da facção. A aprovação dela no concurso de delegada, nesse contexto, representaria um risco potencial para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o que levou à sua rápida identificação e prisão.

Desdobramentos da Investigação e Acusações Formais

A Polícia Civil, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e os Ministérios Públicos de São Paulo e do Pará continuarão investigando exaustivamente a extensão da ligação de Layla Ayub com o PCC. A prisão de Ayub é temporária, inicialmente por 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período. Ela responderá pelos crimes de lavagem de capitais e por integrar ou participar de organização criminosa, refletindo a seriedade das acusações que pesam contra ela.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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